Reading

Scorecard de Risco Macroeconômico da Blockcircle (MRS)

Scorecard de Risco Macroeconômico da Blockcircle (MRS)

MANUAL COMPLETO DE CONFIGURAÇÃO E AJUSTES

PRÉ-REQUISITOS E CONFIGURAÇÃO INICIAL

Antes de começar, certifique-se de que você possui:

  • Uma conta no TradingView (mínimo Essential, preferencialmente Plus+)

  • Uma assinatura ativa da Blockcircle


Processo de Integração da Conta

Criação da Conta no TradingView
Acesse TradingView.com e crie sua conta. Escolha o nome de usuário com cuidado, pois ele será permanente e sensível a maiúsculas e minúsculas. Anote exatamente o nome de usuário, incluindo números, sublinhados e letras maiúsculas.
Por exemplo, se você se registrar como “Blockcircle_Trader1234”, esse formato exato deverá ser usado em todos os lugares.

Integração com a Blockcircle
Acesse blockcircle.com/account e insira seu nome de usuário do TradingView exatamente como foi registrado. O sistema faz correspondência sensível a maiúsculas e minúsculas — “Blockcircle_Trader1234” não corresponde a “blockcircle_trader1234”.
Após inserir o nome corretamente, você receberá acesso ao Blockcircle MRS – Macroeconomic Risk Scorecard.

Acessando seu Gráfico de Trading
Depois de entrar no TradingView, clique em “Chart” no menu superior. Um gráfico padrão será exibido.
Para alterar o par de negociação, clique no símbolo no canto superior esquerdo (geralmente exibindo “AAPL” ou outro ativo padrão). Digite o par desejado, como “BTCUSDT”, e selecione a exchange apropriada (BINANCE, COINBASE, KRAKEN, etc.).

Seleção de Timeframe
Acima do gráfico, você verá as opções de período de tempo (1m, 5m, 15m, 1h, 4h, D, W, M).

Adicionando o Blockcircle MRS – Macroeconomic Risk Scorecard ao Gráfico
Clique no botão “Indicators” (ícone ƒx) no topo do gráfico. Na janela de busca, vá até a aba “Invite-Only”.
Se sua conta tiver acesso liberado, você verá “Blockcircle MRS – Macroeconomic Risk Scorecard”. Clique uma vez para adicioná-lo ao gráfico.


1. Introdução e Visão Geral

O que é o Blockcircle MRS?

O Blockcircle Macroeconomic Risk Scorecard (MRS) é um scorecard abrangente de análise econômica em tempo real, projetado para fornecer a investidores, traders e profissionais financeiros uma avaliação visual imediata das condições macroeconômicas e do risco de recessão.

O MRS consolida mais de 30 pontos de dados econômicos, provenientes de fontes estabelecidas e de indicadores econômicos proprietários, em um único scorecard prático e acionável.

Por que usar o MRS?

Os mercados financeiros são mecanismos voltados para o futuro e frequentemente reagem às condições macroeconômicas antes que essas condições se tornem evidentes para o público em geral. Acompanhar forças macroeconômicas e eventos geopolíticos é essencial para todos os investidores e traders de longo prazo. Ao monitorar indicadores econômicos que historicamente antecedem movimentos de mercado e pontos de virada econômica, o MRS capacita os usuários a:

  • Antecipar mudanças de regime de mercado: Identificar quando as condições econômicas estão mudando de expansão para contração, ou vice-versa, antes que essas mudanças sejam amplamente reconhecidas. Por exemplo, monitoramos de perto o balanço do Federal Reserve dos EUA, pois ele costuma ser um pré-requisito fundamental para cenários macro de risk-on ou risk-off.

  • Gerenciar o risco do portfólio: Ajustar a exposição a ativos de risco com base em dados econômicos objetivos, em vez de reações emocionais ou narrativas midiáticas enganosas.

  • Compreender o cenário econômico: Obter uma visão abrangente da saúde econômica em múltiplas dimensões simultaneamente.

  • Tomar decisões informadas: Basear decisões de investimento e trading em análises econômicas quantitativas, e não em especulação.


A Filosofia por Trás do MRS

O MRS é construído sobre o princípio de que nenhum indicador econômico isolado conta a história completa. A saúde econômica é multidimensional — o emprego pode estar forte enquanto a indústria enfraquece; o PIB pode crescer enquanto métricas subjacentes de renda se deterioram. Ao apresentar múltiplos indicadores em vários horizontes de tempo, o MRS fornece o panorama completo necessário para decisões bem fundamentadas.


2. Primeiros Passos

Configurações Recomendadas do Gráfico

  • Timeframe: O MRS funciona em qualquer período, mas gráficos diários ou semanais oferecem a visualização mais limpa, já que a maioria dos dados econômicos subjacentes é divulgada mensal ou trimestralmente.

  • Símbolo: O MRS pode ser aplicado a qualquer gráfico, pois utiliza seus próprios feeds de dados. Aplique-o ao seu ativo principal (por exemplo, BTC/USD, SPX500, NDX100, etc.) para referência conveniente.


3. Configuração das Opções de Exibição

Acesse todas as configurações clicando no ícone de engrenagem do indicador ou dando duplo clique no nome do indicador na lista de indicadores do seu gráfico.

Aba Inputs

Show Dashboard

Padrão: Ativado
Finalidade: Ativa ou desativa toda a tabela do scorecard. Desative se quiser apenas visualizar os scores de risco plotados no gráfico, sem a tabela detalhada.


Table Position

Opções: top_left, top_center, top_right, middle_left, middle_center, middle_right, bottom_left, bottom_center, bottom_right
Padrão: top_right
Finalidade: Define onde o scorecard aparece no gráfico. Escolha uma posição que não oculte movimentos importantes de preço para o seu estilo de trading.


Text Size

Opções: tiny, small, normal, large, huge
Padrão: normal
Finalidade: Ajusta o tamanho da fonte em todo o scorecard. Use tamanhos menores em monitores com espaço limitado e maiores para apresentações ou necessidades de acessibilidade.


Show Line Labels on Chart

Padrão: Ativado
Finalidade: Quando os scores de risco são plotados no gráfico, esta opção adiciona rótulos identificadores para ajudar a distinguir entre as diferentes metodologias de risco.


Risk Calculation

Escolha qual método de cálculo de risco utilizar ou mantenha a abordagem combinada, que vem ativada por padrão.

Configurações de Alertas do MRS

Você pode definir alertas personalizados com base no rompimento de limites importantes ou acioná-los quando o risco atingir níveis alto, moderado ou baixo.

4. Seções do Scorecard Explicadas, Passo a Passo

O scorecard do MRS é organizado em cinco seções distintas, cada uma com uma finalidade analítica específica:

  • Métricas Centrais de Recessão: indicadores econômicos fundamentais utilizados por economistas profissionais e pelo National Bureau of Economic Research (NBER) para avaliar as condições econômicas.

  • Rácios Quantitativos: métricas derivadas que revelam relações entre variáveis econômicas e fornecem insights sobre eficiência e equilíbrio da economia.

  • Métricas Econômicas-Chave: indicadores de apoio que fornecem contexto adicional para a avaliação econômica.

  • Inadimplência e Endividamento: indicadores de estresse do mercado de crédito que frequentemente servem como sinais de alerta precoce para problemas econômicos.

  • Avaliação de Risco de Recessão: seis metodologias distintas para o cálculo da probabilidade de recessão, além do score combinado.

5. Métricas Centrais de Recessão

Esta seção apresenta os principais indicadores econômicos que formam a base da análise de recessões. São as mesmas métricas analisadas pelo Comitê de Datação do Ciclo Econômico do NBER ao determinar as datas oficiais de início e término das recessões.

Compreendendo os Cabeçalhos das Colunas

  • VALUE: Valor atual do indicador em suas unidades originais

  • 1P%: Variação percentual em relação a 1 período atrás

  • 2P%: Variação percentual em relação a 2 períodos atrás

  • 3P%: Variação percentual em relação a 3 períodos atrás

  • 5P%: Variação percentual em relação a 5 períodos atrás

  • 10P%: Variação percentual em relação a 10 períodos atrás

  • 20P%: Variação percentual em relação a 20 períodos atrás

  • 30P%: Variação percentual em relação a 30 períodos atrás

  • 50P%: Variação percentual em relação a 50 períodos atrás

  • SIGNAL: Indicador visual que resume o status atual da métrica

Nota sobre os Períodos: A duração do período depende da frequência original de cada série de dados. Para dados mensais, 3P significa 3 meses; para dados trimestrais, 3P significa 3 trimestres (9 meses).


PIB Real (Trimestral)

O que mede: O Produto Interno Bruto real é o valor total de todos os bens e serviços produzidos dentro das fronteiras de um país, ajustado pela inflação. É a medida mais ampla da produção econômica.

Por que importa: O PIB é a medida de saúde econômica mais amplamente reconhecida. Historicamente, dois trimestres consecutivos de queda do PIB têm sido usados como uma definição simples (embora não oficial) de recessão.

O que observar:

  • Leituras positivas consistentes em todos os horizontes indicam expansão econômica saudável

  • Leituras negativas de curto prazo (1P%, 2P%) com leituras positivas de longo prazo podem indicar desaceleração temporária

  • Leituras negativas em vários horizontes sugerem contração econômica sustentada

  • Atenção especial às colunas 1P% e 2P% — leituras negativas consecutivas aqui acionam a metodologia de risco da Regra dos 2 Trimestres do PIB

Faixa Saudável: Crescimento anual de 2–3% (aprox. 0,5–0,75% trimestral) é considerado sustentável. Crescimento acima de 4% ao ano pode indicar superaquecimento; crescimento negativo indica contração.


Renda Interna Bruta (GDI) (Trimestral)

O que mede: A GDI mede a economia pelo lado da renda — a renda total recebida por todos os participantes da economia. Em teoria, a GDI deve ser igual ao PIB, pois cada dólar gasto (PIB) se torna a renda de alguém (GDI).

Por que importa: A GDI frequentemente fornece sinais mais antecipados de pontos de virada econômica do que o PIB. Divergências significativas entre GDI e PIB podem indicar problemas de mensuração ou mudanças estruturais relevantes.

O que observar:

  • Compare as leituras de GDI com as de PIB na mesma linha — divergência significativa é um sinal de alerta

  • GDI em queda enquanto o PIB permanece positivo pode indicar compressão de lucros corporativos ou queda da renda do trabalho

  • Divergência sustentada entre PIB e GDI é capturada no Rácio PIB/GDI na seção de Rácios Quantitativos

Faixa Saudável: Deve acompanhar de perto o PIB. Divergência acima de 2% é notável; acima de 5% é preocupante.


Emprego Não Agrícola (Non-Farm Payrolls)

O que mede: O número total de trabalhadores remunerados nos Estados Unidos, excluindo empregados agrícolas, trabalhadores do governo, empregados domésticos privados e funcionários de organizações sem fins lucrativos.

Por que importa: O emprego é um indicador defasado — normalmente não cai até que a recessão já esteja em andamento — mas é crucial para confirmar condições econômicas e avaliar a severidade das quedas.

O que observar:

  • Crescimento consistente do emprego (leituras positivas) indica expansão econômica

  • Desaceleração do crescimento (percentuais positivos em queda) pode anteceder perdas de emprego

  • Leituras negativas indicam perda de empregos, um sinal sério de alerta

  • Relatórios mensais de emprego são altamente relevantes para o mercado; o MRS mostra a tendência além de leituras isoladas

Faixa Saudável: A economia precisa criar cerca de 100.000–150.000 empregos por mês para acompanhar o crescimento populacional. Valores bem acima indicam forte expansão; abaixo disso indicam enfraquecimento.


Emprego Civil

O que mede: O total de civis empregados com 16 anos ou mais, incluindo trabalhadores agrícolas, autônomos e outras categorias não capturadas pelo emprego não agrícola.

Por que importa: Essa medida mais ampla capta tendências que o payroll pode não refletir, especialmente empreendedorismo e economia de bicos.

O que observar:

  • Compare com o emprego não agrícola — divergências podem indicar mudanças estruturais no mercado de trabalho

  • Usado no cálculo da Regra de Sahm, um dos indicadores de recessão mais confiáveis

  • Quedas aceleradas indicam deterioração rápida das condições do mercado de trabalho

Faixa Saudável: Deve mostrar crescimento consistente durante expansões. Leituras negativas, especialmente sustentadas, indicam condições de recessão.


Renda Pessoal Real

O que mede: A renda total recebida pelos indivíduos de todas as fontes, ajustada pela inflação. Exclui transferências governamentais para refletir melhor a renda auferida.

Por que importa: A renda impulsiona o consumo, que representa cerca de 70% da economia dos EUA. Quedas sustentadas da renda real levam à redução de gastos e à contração econômica.

O que observar:

  • A renda deve crescer pelo menos no ritmo do consumo para crescimento sustentável

  • Leituras negativas indicam perda de poder de compra

  • Compare com o Rácio Renda/Consumo nos Rácios Quantitativos

  • Leituras negativas sustentadas frequentemente antecedem ou coincidem com recessões

Faixa Saudável: Crescimento anual real de 2–4% é saudável. Crescimento abaixo da inflação (negativo em termos reais) é preocupante.


Consumo Pessoal Real

O que mede: O gasto total dos consumidores em bens e serviços, ajustado pela inflação.

Por que importa: O consumo é o maior componente do PIB. O comportamento do consumidor frequentemente sinaliza pontos de virada, pois as famílias tendem a reduzir gastos antes que indicadores oficiais reflitam a desaceleração.

O que observar:

  • O consumo geralmente permanece positivo em desacelerações leves — leituras negativas são graves

  • Taxas de crescimento em queda (positivas, porém decrescentes) podem indicar estresse do consumidor

  • Compare com a renda — consumo crescendo mais rápido que a renda é insustentável

  • Observe divergências entre consumo e renda, indicando uso de poupança ou expansão do crédito

Faixa Saudável: O crescimento do consumo deve acompanhar amplamente o crescimento da renda. Crescimento sustentado de 2–3% ao ano é saudável.


Produção Industrial

O que mede: Um índice que mede a produção real da indústria de manufatura, mineração e serviços públicos (energia elétrica e gás).

Por que importa: A produção industrial é mais sensível ao ciclo econômico do que a economia em geral. Frequentemente antecipa pontos de virada, caindo antes do PIB e se recuperando antes dele em recessões.

O que observar:

  • Exibida como índice, não em valores monetários — observe as variações percentuais

  • É mais volátil que o PIB — quedas breves são menos preocupantes que declínios sustentados

  • Leituras negativas significativas em vários horizontes indicam recessão industrial

  • A métrica Momentum Industrial nos Rácios Quantitativos adiciona contexto

Faixa Saudável: Crescimento positivo é esperado em expansões. Contrações breves podem ocorrer sem indicar recessão ampla, mas quedas sustentadas por 3+ meses são preocupantes.


Interpretando a Coluna de Sinal

A coluna mais à direita fornece um resumo visual rápido usando um sistema de semáforo:

  • Círculo Verde: Variação positiva saudável (geralmente >5% para o período de referência)

  • Círculo Amarelo: Variação positiva modesta ou negativa mínima

  • Círculo Laranja: Variação negativa relevante

  • Círculo Vermelho: Variação negativa significativa indicando estresse

O sinal é baseado, para a maioria das métricas, na variação percentual de 3 períodos, oferecendo uma avaliação de tendência de médio prazo.


6. Rácios Quantitativos

Esta seção apresenta métricas derivadas que revelam relações entre variáveis econômicas. Esses rácios frequentemente oferecem insights que não são visíveis nos dados brutos.

Rácio Emprego / População

O que mede: A percentagem da população em idade ativa que está empregada.

Por que importa: Diferentemente da taxa de desemprego, este rácio inclui pessoas que deixaram de procurar trabalho. Uma queda no rácio emprego/população pode indicar desemprego “oculto” que não aparece nas estatísticas oficiais.

Classificação:

  • Indicador de Força do Mercado de Trabalho: rácios mais elevados indicam que uma maior parcela da população está envolvida em trabalho produtivo.

O que observar:

  • A faixa histórica situa-se aproximadamente entre 55–65%

  • Quedas no rácio sugerem fragilidade do mercado de trabalho, mesmo que a taxa de desemprego pareça estável

  • Aumentos durante períodos de recuperação indicam retorno das pessoas à força de trabalho


Rácio PIB / GDI

O que mede: A relação entre a medida da produção pelo lado dos gastos (PIB) e a medida pelo lado da renda (GDI).

Por que importa: Em teoria, ambos deveriam ser iguais. Divergências persistentes indicam problemas de coleta de dados ou mudanças estruturais que podem não estar totalmente capturadas por nenhuma das medidas isoladamente.

Sistema de Classificação:

  • NORMAL: rácio próximo de 1,00 (dentro de 2%)

  • MODERADO: divergência de 2–5%

  • ALTA DIVERGÊNCIA: divergência superior a 5%

O que observar:

  • Rácios acima de 1,0 indicam que o PIB está maior que o GDI

  • Rácios abaixo de 1,0 indicam que o GDI está maior que o PIB

  • Grandes divergências frequentemente são revisadas em divulgações posteriores

  • Divergência persistente numa direção pode indicar problemas sistemáticos de mensuração


Rácio Renda / Consumo

O que mede: A relação entre renda pessoal e consumo pessoal.

Por que importa: Indica se os lares têm “folga” no orçamento — se a renda excede os gastos, permitindo poupança e maior resiliência financeira.

Classificação:

  • Indicador de Capacidade de Poupança: rácios acima de 1,0 indicam que a renda excede o consumo.

O que observar:

  • Rácios acima de 1,0 indicam lares saudáveis financeiramente, com recursos após o consumo

  • Rácios próximos ou abaixo de 1,0 indicam que os lares estão gastando tudo o que ganham

  • Quedas no rácio sugerem aumento do estresse financeiro, mesmo com renda absoluta em crescimento

  • Em períodos de estresse econômico, o rácio costuma cair à medida que as famílias utilizam poupanças


Velocidade Monetária (PIB / M2)

O que mede: A rapidez com que o dinheiro circula na economia — a relação entre a produção econômica e a oferta monetária.

Por que importa: A velocidade indica eficiência econômica. Velocidade alta sugere uso ativo do dinheiro em transações; velocidade baixa indica retenção de dinheiro ou alocação em ativos financeiros, em vez de circulação na economia real.

Classificação:

  • Indicador de Eficiência Econômica: maior velocidade indica mais atividade econômica por unidade de moeda.

O que observar:

  • A velocidade vem caindo há décadas devido a mudanças estruturais

  • Quedas acentuadas podem indicar aversão ao risco e incerteza econômica

  • Aumentos durante recuperações indicam retorno da confiança

  • Compare variações, não níveis absolutos, dado o declínio estrutural de longo prazo


Momentum Industrial

O que mede: A aceleração ou desaceleração da produção industrial, comparando mudanças recentes com mudanças de longo prazo.

Por que importa: O momentum indica se as condições estão melhorando ou piorando, fornecendo sinais mais antecipados do que níveis absolutos.

Sistema de Classificação:

  • ACELERANDO: momentum positivo — desempenho recente supera o de longo prazo

  • DESACELERANDO: momentum negativo, porém ainda relativamente moderado

  • CONTRAINDO: momentum fortemente negativo, indicando deterioração rápida

O que observar:

  • Momentum positivo durante expansões confirma crescimento saudável

  • Desaceleração pode anteceder contração

  • Momentum profundamente negativo durante contrações indica estresse industrial severo


Taxa de Juros Real

O que mede: A taxa dos Fed Funds menos a inflação — o “custo real” do crédito após considerar a inflação.

Por que importa: As taxas reais determinam se a política monetária é restritiva ou acomodatícia. Uma taxa nominal de 5% é restritiva com inflação de 2%, mas acomodatícia com inflação de 7%.

Sistema de Classificação:

  • ACOMODATÍCIA: taxas reais negativas ou muito baixas — política apoia o crescimento

  • NEUTRA: taxas reais positivas moderadas — política não estimula nem restringe

  • RESTRITIVA: taxas reais positivas elevadas — política limita a atividade econômica

O que observar:

  • Política restritiva sustentada acaba desacelerando o crescimento econômico

  • Política acomodatícia favorece ativos de risco e expansão econômica

  • Transições de acomodatícia para restritiva frequentemente antecedem estresse econômico e de mercado

  • A postura do Fed em relação às condições econômicas é um contexto crucial

7. Métricas Econômicas-Chave

Esta seção fornece contexto complementar por meio de outros indicadores econômicos importantes.

Taxa de Desemprego

O que mede: A percentagem da força de trabalho que está desempregada e procurando ativamente emprego.

Por que importa: A taxa de desemprego é o indicador do mercado de trabalho mais acompanhado e afeta diretamente a confiança do consumidor e a capacidade de gasto.

Classificação de Status:

  • BAIXA: abaixo de 4% — mercado de trabalho apertado

  • MODERADA: 4–5% — mercado de trabalho equilibrado

  • ALTA: acima de 5% — folga no mercado de trabalho

O que observar:

  • A taxa de desemprego é um indicador defasado — tende a subir após o início da recessão

  • Aumentos rápidos são mais preocupantes do que o nível absoluto

  • A taxa é usada no cálculo da Regra de Sahm

  • Uma alta a partir de mínimas cíclicas é um sinal clássico de alerta de fim de ciclo


Curva de Juros (10Y–2Y)

O que mede: A diferença entre o rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos e de 2 anos.

Por que importa: A curva de juros é um dos preditores de recessão mais confiáveis. Uma curva invertida (spread negativo) antecedeu todas as recessões dos EUA desde 1955, com apenas um falso sinal. Este é um ponto crítico e um dos nossos modelos favoritos.

Classificação de Status:

  • NORMAL: spread positivo acima de 0,5% — taxas de longo prazo maiores que as de curto prazo

  • PLANA: spread entre 0% e 0,5% — achatamento da curva, geralmente um sinal de alerta

  • INVERTIDA: spread negativo — historicamente antecede recessões em 6–18 meses

O que observar:

  • A inversão em si é um alerta, mas o sinal mais importante costuma surgir quando a curva deixa de estar invertida

  • O período após a inversão, quando a curva volta a se inclinar, tem sido historicamente a zona de maior risco

  • O MRS acompanha especificamente se a curva estava invertida há 12 meses e agora está positiva

  • A duração da inversão importa — inversões mais longas tendem a preceder recessões mais severas


Oferta Monetária M2 dos EUA

O que mede: A oferta monetária total, incluindo dinheiro em circulação, depósitos à vista e instrumentos de alta liquidez.

Por que importa: O crescimento da oferta monetária influencia tanto a atividade econômica quanto a inflação. A contração da oferta monetária é rara e historicamente associada a estresse econômico severo.

O que observar:

  • Crescimento rápido do M2 pode alimentar bolhas de ativos e inflação

  • Contração do M2 é extremamente rara e preocupante quando ocorre

  • Compare o crescimento do M2 com o crescimento do PIB para avaliar implicações inflacionárias

  • A política monetária do Fed influencia diretamente o M2


Balanço do Federal Reserve dos EUA

O que mede: O total de ativos detidos pelo Federal Reserve, principalmente títulos do Tesouro e títulos lastreados em hipotecas.

Por que importa: A expansão do balanço do Fed (afrouxamento quantitativo) adiciona liquidez aos mercados financeiros; a contração (aperto quantitativo) retira liquidez.

O que observar:

  • A expansão do balanço geralmente favorece ativos de risco

  • A contração do balanço pode pressionar os mercados de títulos e de ações

  • O ritmo da mudança é tão importante quanto a direção

  • Compare com as condições de mercado — QT durante estresse pode amplificar problemas


8. Inadimplência e Endividamento

Esta seção acompanha a percentagem de empréstimos em atraso (inadimplentes) em diversas categorias de crédito. O aumento da inadimplência é um sinal precoce de estresse econômico.

Entendendo os Dados de Inadimplência

As taxas de inadimplência são reportadas como percentagem do total de empréstimos em cada categoria. Estes são dados trimestrais provenientes das estatísticas bancárias do Federal Reserve.


Todos os Empréstimos

O que mede: A taxa de inadimplência em todas as categorias de empréstimos — uma medida abrangente do estresse de crédito.

Níveis de Risco:

  • BAIXO: abaixo de 2%

  • MODERADO: 2–3%

  • ALTO RISCO: acima de 3%

O que observar:

  • Esta medida agregada suaviza flutuações específicas de setores

  • Tendências de alta são mais importantes do que níveis absolutos

  • Compare com os picos históricos de 2008–2009 e 2020 para contexto


Empréstimos Comerciais

O que mede: Taxa de inadimplência em empréstimos comerciais e industriais para empresas.

Níveis de Risco:

  • BAIXO: abaixo de 2,5%

  • MODERADO: 2,5–4%

  • ALTO RISCO: acima de 4%

O que observar:

  • A inadimplência empresarial costuma subir antes da inadimplência do consumidor

  • Indica a saúde financeira corporativa e o estresse de fluxo de caixa

  • Aumentos podem anteceder demissões e redução de investimentos


Empréstimos de Cartão de Crédito

O que mede: Taxa de inadimplência da dívida de cartão de crédito.

Níveis de Risco:

  • BAIXO: abaixo de 3%

  • MODERADO: 3–5%

  • ALTO RISCO: acima de 5%

O que observar:

  • Cartões de crédito são, em geral, a primeira dívida que consumidores deixam de pagar em momentos de estresse

  • Possuem taxas-base mais altas que outras categorias — foque nas tendências

  • Aumento indica estresse financeiro do consumidor


Empréstimos Empresariais

O que mede: Inadimplência mais ampla de empréstimos empresariais, além dos comerciais e industriais.

Níveis de Risco:

  • BAIXO: abaixo de 1,5%

  • MODERADO: 1,5–2%

  • ALTO RISCO: acima de 2%

O que observar:

  • O estresse de pequenas empresas costuma aparecer aqui primeiro

  • Compare as tendências com os empréstimos comerciais para uma visão mais completa

  • Aumentos podem indicar aperto nas condições de crédito


Imóveis Residenciais Unifamiliares

O que mede: Taxa de inadimplência em hipotecas residenciais unifamiliares.

Níveis de Risco:

  • BAIXO: abaixo de 2%

  • MODERADO: 2–3%

  • ALTO RISCO: acima de 3%

O que observar:

  • Habitação é, geralmente, o maior gasto das famílias — inadimplência aqui indica estresse severo

  • A crise de 2008 foi impulsionada, em parte, por inadimplências em hipotecas residenciais

  • Aumentos podem sinalizar estresse no mercado imobiliário ou deterioração financeira das famílias


Terras Agrícolas

O que mede: Taxa de inadimplência em empréstimos imobiliários agrícolas.

Níveis de Risco:

  • BAIXO: abaixo de 2%

  • MODERADO: 2–3%

  • ALTO RISCO: acima de 3%

O que observar:

  • O setor agrícola é sensível a preços de commodities e condições climáticas

  • Pode fornecer sinais precoces de estresse econômico em áreas rurais

  • Geralmente mais volátil do que categorias imobiliárias urbanas


Imóveis Comerciais

O que mede: Taxa de inadimplência em empréstimos de imóveis comerciais (excluindo agricultura e construção).

Níveis de Risco:

  • BAIXO: abaixo de 2,5%

  • MODERADO: 2,5–4%

  • ALTO RISCO: acima de 4%

O que observar:

  • Ciclos de imóveis comerciais costumam atrasar em relação aos residenciais

  • Tendências de trabalho remoto no pós-pandemia impactaram estruturalmente escritórios

  • Aumento da inadimplência em CRE pode pressionar os balanços de bancos regionais


Nota Importante sobre as Cores de Inadimplência

Para métricas de inadimplência, a codificação de cores é INVERTIDA em relação a outras métricas:

  • Inadimplência crescente é RUIM (mostrada em vermelho/laranja)

  • Inadimplência decrescente é BOA (mostrada em verde)

Isso garante uma interpretação intuitiva: vermelho sempre indica preocupação e verde indica condição saudável. Pode parecer confuso no início, mas torna-se claro com a prática.


9. Métodos de Avaliação do Risco de Recessão

O MRS calcula o risco de recessão usando seis metodologias distintas, cada uma capturando diferentes aspectos do estresse econômico. Entender cada metodologia ajuda a interpretar corretamente os sinais de cada uma.

Você pode ajustar quais métodos são exibidos ativando ou desativando-os na aba Inputs, e também pode ajustar a aparência e o estilo exatos na aba Style.

MÉTODO 1: Métricas do Blockcircle Labs

O que mede:
Um composto ponderado dos principais indicadores utilizados pela equipe do Blockcircle Labs para avaliar as condições econômicas.

Categorias de componentes (estrutura geral):

  • Métricas de produção (PIB, GDI)

  • Métricas de emprego (folha de pagamento, emprego civil)

  • Métricas de renda e consumo

  • Produção industrial

  • Indicadores de estresse de crédito

Quando é mais útil:
Esta metodologia oferece a avaliação contínua mais abrangente das condições econômicas. É menos suscetível a falsos sinais do que métodos baseados em um único indicador.

O que observar:

  • Pontuações que sobem gradualmente indicam deterioração das condições

  • Pontuações acima de 40 merecem atenção

  • Pontuações acima de 60 indicam estresse econômico significativo

  • Pontuações acima de 80 sugerem que condições de recessão podem estar presentes ou iminentes


MÉTODO 2: Regra do PIB de 2 Trimestres

O que mede:
Se o PIB caiu por dois trimestres consecutivos, definição comumente citada (embora não oficial) de recessão.

Perfis de risco:

  • SEM SINAL: PIB em crescimento ou apenas um trimestre de queda

  • ALERTA: Um trimestre de queda

  • SINAL DE RECESSÃO: Dois trimestres consecutivos de queda

Quando é mais útil:
Essa regra simples fornece um sinal claro e objetivo baseado no indicador econômico mais acompanhado.

O que observar:

  • É um indicador defasado; quando dispara, a recessão pode já estar em andamento

  • Nem todas as contrações econômicas atendem a essa definição (a recessão de 2001 não atendeu)

  • Deve ser usada em conjunto com outros métodos, não isoladamente


MÉTODO 3: Inversão da Curva de Juros

O que mede:
O estado do spread entre os títulos do Tesouro de 10 anos e 2 anos, com atenção especial à inversão e à posterior desinversão.

Perfis de risco:

  • NORMAL: Spread positivo, sem histórico recente de inversão

  • INVERTIDA: Atualmente invertida

  • DESINVERTIDA – ALTO RISCO: Estava invertida há 12 meses e agora voltou a ser positiva

Quando é mais útil:
É o melhor indicador de longo prazo, frequentemente sinalizando recessão de 6 a 18 meses antes.

O que observar:

  • O período de maior risco costuma ocorrer quando a curva se inclina novamente após ter sido invertida

  • A desinversão geralmente acontece quando o Fed corta juros em resposta ao enfraquecimento econômico

  • O intervalo entre a desinversão e a recessão varia, mas historicamente é significativo

  • Normalmente, a recessão ocorre 6–18 meses após a curva se desinverter


MÉTODO 4: Regra de Sahm

O que mede:
Se a média móvel de 3 meses da taxa de desemprego subiu 0,5 ponto percentual ou mais em relação à mínima dos últimos 12 meses.

Perfis de risco:

  • NORMAL: Indicador abaixo de 0,1

  • ELEVADO: Entre 0,3 e 0,4

  • PRÓXIMO DO GATILHO: Entre 0,4 e 0,5

  • ACIONADO: Igual ou acima de 0,5

Quando é mais útil:
A Regra de Sahm é um dos indicadores de recessão em tempo real mais confiáveis, desenvolvida para identificar recessões no momento em que começam.

O que observar:

  • Disparou no início de todas as recessões desde 1970

  • Quando acionada, a recessão normalmente já está em andamento

  • Observe leituras crescentes mesmo antes de atingir 0,5

  • Subidas de 0,2 para 0,4 já são um sinal de alerta


MÉTODO 5: Índice de Estresse de Crédito

O que mede:
Um composto das taxas de inadimplência e de sua aceleração em várias categorias de empréstimos.

Perfis de risco:

  • BAIXO ESTRESSE: Inadimplências controladas, sem aceleração

  • MODERADO: Alguma elevação nas inadimplências

  • ALTO ESTRESSE: Múltiplas categorias com inadimplência elevada

  • ESTRESSE SEVERO: Inadimplências amplamente elevadas e acelerando

Quando é mais útil:
O estresse de crédito geralmente precede o estresse econômico, pois famílias e empresas enfrentam dificuldades com dívidas antes que estatísticas econômicas mais amplas reflitam os problemas.

O que observar:

  • A aceleração das inadimplências é mais importante que os níveis absolutos

  • O estresse de crédito pode anteceder a recessão oficial em vários trimestres

  • Observe a disseminação do estresse entre diferentes categorias


MÉTODO 6: Indicadores Antecedentes

O que mede:
Um composto de indicadores prospectivos, incluindo curva de juros, mudanças na oferta monetária, momentum industrial, volatilidade de mercado, juros reais e aperto do mercado de trabalho.

Perfis de risco:

  • BAIXO: A maioria dos indicadores é positiva

  • MODERADO: Sinais mistos

  • ELEVADO: Vários indicadores mostrando preocupação

  • ALTO RISCO: A maioria dos indicadores é negativa

Quando é mais útil:
Busca antecipar viradas econômicas antes que ocorram, focando exclusivamente em indicadores que historicamente lideram o ciclo econômico.

O que observar:

  • Indicadores antecedentes podem gerar falsos sinais em períodos atípicos

  • São mais valiosos quando vários indicadores apontam na mesma direção

  • Úteis para posicionamento de portfólio antes de pontos de virada esperados


Pontuação de Risco Combinada

O que mede:
Uma média ponderada dos seis métodos.

Lógica de ponderação:
Cada metodologia recebe peso conforme sua confiabilidade histórica e capacidade de antecipação, com maior peso para métodos com melhor histórico preditivo.

Níveis de risco:

  • RISCO MÍNIMO (0–19): Condições econômicas saudáveis em todos os métodos

  • BAIXO RISCO (20–39): Alguns sinais de alerta, sem consenso

  • RISCO MODERADO (40–59): Múltiplos métodos indicam risco elevado

  • ALTO RISCO (60–79): A maioria dos métodos indica risco significativo

  • RISCO SEVERO (80–100): Quase consenso de condições recessivas

O que observar:

  • A pontuação combinada reduz ruído dos métodos individuais

  • Leituras sustentadas acima de 60 justificam postura defensiva

  • Quedas a partir de níveis elevados podem indicar recuperação inicial

  • Use os métodos individuais para entender o que impulsiona o resultado final


10. Entendendo o Sistema de Sinais

O MRS utiliza um sistema consistente de cores em todo o scorecard.

Para métricas de crescimento (PIB, emprego, renda, etc.):

  • Fundo verde: Crescimento positivo e saudável

  • Fundo amarelo/verde-limão: Crescimento positivo modesto

  • Fundo laranja: Crescimento negativo, preocupante

  • Fundo vermelho: Queda significativa, sinal de alerta

Para pontuações de risco:

  • Verde (0–19): Risco mínimo

  • Verde-limão (20–39): Baixo risco

  • Amarelo (40–59): Risco moderado

  • Laranja (60–79): Alto risco

  • Vermelho (80–100): Risco severo

Para inadimplências (interpretação invertida):

  • Verde: Baixa inadimplência, melhora

  • Laranja: Inadimplência moderada

  • Vermelho: Alta inadimplência, piora

Ícones de sinal:

  • 🟢 Círculo verde: Positivo / saudável

  • 🟡 Círculo amarelo: Cautela / misto

  • 🟠 Círculo laranja: Preocupação

  • 🔴 Círculo vermelho: Alerta / estresse

  • ⚪ Círculo branco: Dados indisponíveis


11. Opções de Exibição no Gráfico

Plotagem das Pontuações de Risco

Ative gráficos individuais por metodologia para visualizar tendências ao longo do tempo:

  • MÉTODO 1 – Blockcircle Labs: Linha azul

  • MÉTODO 2 – Regra do PIB: Linha vermelha

  • MÉTODO 3 – Curva de Juros: Linha laranja

  • MÉTODO 4 – Regra de Sahm: Linha roxa

  • MÉTODO 5 – Estresse de Crédito: Linha amarela

  • MÉTODO 6 – Indicadores Antecedentes: Linha verde-azulada

  • Risco Combinado: Linha branca

Plotagem de Métricas Econômicas

Ative gráficos de dados econômicos subjacentes (ajustados para visualização):

  • PIB Real

  • GDI Real

  • Renda Pessoal Real

  • Consumo Pessoal Real

  • Nível de Emprego

  • Produção Industrial

Linhas de Limite de Risco

O gráfico exibe linhas horizontais de referência nos limites configurados:

  • Risco severo (padrão 80)

  • Alto risco (padrão 60)

  • Risco moderado (padrão 40)

  • Baixo risco (padrão 20)

Suavização por Média Móvel

Reduza ruído nas pontuações de risco:

  • Usar suavização por média móvel: Ativar/desativar

  • Tipo de MA: SMA, EMA, WMA ou RMA

  • Comprimento curto da MA: Número de períodos (padrão 3)


12. Configuração de Alertas

O MRS inclui um sistema completo de alertas para notificá-lo sobre mudanças nas condições econômicas.

Ativar Alertas

Ative ou desative o sistema de alertas.


Método de Disparo do Alerta

Escolha qual metodologia irá acionar os alertas:

  • Somente MÉTODO 1 até Somente MÉTODO 6: alertas acionados apenas pela metodologia específica

  • Qualquer Método: alertas quando QUALQUER metodologia atender à condição

  • Todos os Métodos: alertas somente quando TODAS as metodologias atenderem à condição

  • Pontuação Combinada: alertas baseados na pontuação de risco combinada


Operador do Alerta

Selecione a lógica de comparação:

  • > : Maior que o limite

  • >= : Maior ou igual ao limite

  • == : Igual ao limite

  • <= : Menor ou igual ao limite

  • < : Menor que o limite


Valor do Limite do Alerta

Defina o valor da pontuação de risco para comparação (0–100).


Exemplos de Configuração de Alertas

Configuração de Alerta Antecipado:

  • Método: Pontuação Combinada

  • Operador: >=

  • Limite: 50

Configuração de Confirmação:

  • Método: Todos os Métodos

  • Operador: >=

  • Limite: 60

Foco em Indicadores Antecedentes:

  • Método: Somente MÉTODO 6

  • Operador: >=

  • Limite: 60


13. Aplicações Práticas

Para Investidores de Longo Prazo

Avaliação de Regime:
Use a Pontuação de Risco Combinada como indicador de regime:

  • Pontuações abaixo de 40: expansão econômica provavelmente favorece ativos de crescimento

  • Pontuações entre 40–60: maior incerteza — considere rebalancear para posições mais defensivas

  • Pontuações acima de 60: risco elevado de recessão — considere reduzir exposição a ativos de risco

Considerações de Timing:
Indicadores econômicos se movem lentamente. Verifique o scorecard semanal ou mensalmente, não diariamente. Foque em tendências ao longo do tempo, não em leituras isoladas.


Para Traders Ativos

Gestão de Risco:
Ajuste o tamanho das posições conforme o risco macroeconômico:

  • Pontuações de risco mais baixas permitem posições maiores e períodos de retenção mais longos

  • Pontuações de risco mais altas exigem posições menores e controle de risco mais rigoroso

Rotação Setorial:
Use métricas individuais para orientar alocação setorial:

  • Inadimplência crescente: subponderar financeiro e consumo discricionário

  • Produção industrial fraca: subponderar indústria e materiais

  • Mercado de trabalho apertado: observar pressão de margens em setores intensivos em mão de obra


Para Todos os Participantes do Mercado

Verificação de Narrativas:
Quando a mídia financeira promover uma narrativa econômica, confronte-a com o MRS:

  • Alegações de “pouso suave” devem mostrar queda nas pontuações de risco

  • Alegações de “recessão iminente” devem mostrar pontuações elevadas em múltiplas metodologias

  • Alegações de “economia forte” devem refletir métricas centrais de recessão saudáveis

Estrutura de Decisão:
Defina seus próprios gatilhos de ação:

  • Estabeleça qual pontuação combinada aciona sua postura defensiva

  • Defina quais tendências das métricas centrais de recessão lhe preocupam

  • Documente seu plano quando as condições estiverem calmas para executá-lo de forma racional durante períodos de estresse


14. Perguntas Frequentes (FAQ)

Q: Com que frequência os dados são atualizados?
A: As atualizações variam conforme a fonte: PIB e GDI são trimestrais, a maioria dos dados de emprego e renda é mensal, e a curva de juros é diária. O MRS puxa automaticamente os dados mais recentes disponíveis.

Q: Posso usar o MRS para mercados fora dos EUA?
A: O MRS é calibrado para a economia dos EUA. Embora as condições dos EUA influenciem os mercados globais, as métricas são focadas nos EUA. Investidores globais devem considerar os EUA como um insumo entre vários.

Q: Por que alguns valores aparecem como “N/A”?
A: Os dados podem estar temporariamente indisponíveis devido a calendários de divulgação, problemas com provedores de dados ou status de conexão do TradingView. A maioria dos valores N/A se resolve automaticamente.

Q: Como devo interpretar divergências entre diferentes metodologias de risco?
A: Divergências são comuns e informativas. Indicadores antecedentes podem subir antes dos defasados. Estresse de crédito pode surgir antes do enfraquecimento do emprego. Use as divergências para identificar quais partes da economia estão mostrando estresse primeiro.

Q: Qual é a diferença entre as colunas de período (1P%, 3P%, etc.)?
A: Elas mostram a variação percentual do valor atual em relação ao valor de tantos períodos atrás. Para dados mensais, 3P significa 3 meses; para dados trimestrais, 3P significa 3 trimestres. Múltiplos períodos ajudam a separar ruído de tendência.

Q: Devo agir imediatamente quando as pontuações de risco sobem?
A: Indicadores econômicos são lentos e ruidosos. Leituras isoladas são menos relevantes que tendências sustentadas. Defina limites previamente e foque em movimentos persistentes acima desses limites.

Q: Por que a Regra do PIB de 2 Trimestres pode mostrar “SEM SINAL” enquanto outros métodos indicam risco elevado?
A: Essa regra exige contração real do PIB, sendo um indicador defasado. Outros métodos podem detectar enfraquecimento antes do PIB se tornar negativo. Esse é o valor de usar múltiplas metodologias.

Q: Como o MRS lida com revisões de dados?
A: Dados econômicos globais são frequentemente revisados. O MRS utiliza automaticamente os dados mais recentes, incluindo revisões. Análises históricas devem considerar que leituras em tempo real podem diferir de valores revisados posteriormente, especialmente em balanços, oferta monetária e períodos de paralisação do governo, como ocorreu em 2018 e 2025.

Get Smarter About Crypto

Join 6,000+ subscribers and get our 5 min weekly newsletter on what matters in crypto trading.

Newsletter

Subscribe to our newsletter to get regular content.

© Blockcircle. 2025. All rights reserved

When you visit or interact with our sites, services or tools, we or our authorised service providers may use cookies for storing information to help provide you with a better, faster and safer experience and for marketing purposes.

THE BLOCKCIRCLE EDGE TODAY

Handpicked stories, in your inbox

A daily Digital Asset newsletter with the best of our information